Onda de Suspiros (Cabeçalho)

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25/01/15

Ser Feliz - Augusto Cury

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta."

Escrito por: Augusto Cury

*Por mais que seja difícil, todos iremos ser felizes*

Quero informar que esta semana vão começar os testes a sério, tenho de ciências e de francês. Não poderei vir ao blogue com tanta frequência, mas eu vou estar sempre de olho nos comentários apesar de não poder responder ;)  Ah, e vou agendar uns posts bem pequenos e até engraçados sobre momentos que já nos aconteceram a todos, por exemplo, quando descobres alguma coisa interessante. Irão ver.

Beijinhos e uma ótima semana para vocês!

Rubrica: People Say

Hello my little dears. How are you? 
So, today I will show you my new caption: People Say. It is...

Hoje apetece-me falar inglês. Mas continuando a tradução da segunda frase: Hoje eu venho apresentar-vos a minha nova rubrica: People Say.

Com esta rubrica eu pretendo comparar a opinião de diversas pessoas com a minha. Por exemplo, vão ser abordados temas sobre preconceito, racismo, casais gays, sociedade e sobre certas pessoas que não entendem que todos temos o direito de ser felizes. Pessoas estúpidas que têm um ódio enorme a outras só por terem religiões diferentes. Pessoas que matam sem razão (refiro-me ao que aconteceu no jornal Charlie Hebdo).

Não sei exatamente quando começo. Mas quero fazer isto :)

Ah, não sei se volto hoje. Tenho de estudar. E sou obrigada a admitir que nos últimos tempos, não tem faltado assuntos para escrever. Já tenho ideias para 16 posts, que podem não ser gigantes e assim, mas são sobre coisas que eu preciso de falar.

24/01/15

I Didn't Say Goodbye...

Sábado, 24 de janeiro de 2015
Querido blogue,

Mais uma vez vim falar-te sobre a minha professora de português. Ainda não consigo aceitar o facto de que ela morreu. Não estou paranóica, mas sinto que me estão a mentir. Como já te disse, é como se eu soubesse que na segunda-feira ela irá estar lá para me dar a aula, para corrigir o trabalho de casa, para ler e para comentar. Embora eu saiba que nunca mais a vou ver. Hoje foi o funeral e eu não pude ir.


É a primeira vez que morre alguém que eu conheço. Nunca me tinha acontecido tal coisa. Quando o meu pai dizia à minha mãe que o flano tal tinha morrido, eu ouvia e ficava com pena dos familiares, mas encolhia os ombros e passados cinco minutos já estava a pensar noutra coisa qualquer.
Mas assim é diferente. Eu não gostava das aulas de português, eram uma seca. Fazíamos sempre as mesmas coisas, todas as aulas. Corrigir o trabalho de casa, ler um texto, fazer a análise do mesmo, fazer os exercícios e a gramática, corrigi-los e apontar o trabalho de casa.
Porém, eu gostava da professora. Da sua personalidade, da sua cultura... ela era uma das minhas favoritas.
Era daquelas pessoas que não tinha favoritos, tratava todos de igual forma. Gosto de pessoas assim, independentemente da idade.
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Lições nº 76/77                                                                                                                               21/1/15
 Sumário:
Correção das atividades da página 138.
Formação de palavras e funções sintáticas (página 139).
As conjunções e locuções conjucionais subordinantes concessivas (página 140).
Leitura e análise do excerto III: "O mundo em que vivi" de Ilse Losa.
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Pronto, não me perguntes porque escrevi o último sumário que foi escrito pela professora, mas acho que preciso de saber o que fizemos naquele último dia.

Eu nunca pensei em dizer isto, mas... preciso que seja segunda-feira. Preciso que seja segunda-feira para eu ir à escola e esperar impacientemente até às 10 horas pela aula de português que não vou ter. Preciso de ir à escola para ver outras pessoas a falarem dela, para fazer minutos de silêncio, para ver a cara triste do marido (ele também é professor lá na escola). Descobri que o filho mais velho da professora tem 7 anos. É triste não é?

Sabes que um dos meus sonhos é escrever um livro. Quando o escrever, irei dedicá-lo a várias pessoas. Família, amigos, talvez leitoras (se continuar com esta mania de blogues) e também a ela. É  a única coisa que posso fazer...
Agora não quero falar mais no assunto. Simplesmente não consigo... Já ficaste a saber tudo.

Emma

23/01/15

Dificuldades na Escrita

      Eu tenho imensa dificuldade em escrever.

      Demoro horas a tentar encontrar aquela palavra perfeita que pode dar outro sentido ao texto.

      Quem me dera escrever lindamente como aqueles autores conhecidos. Eles têm tudo o que é preciso para serem escritores. São originais, têm uma imaginação fértil e nas mãos deles, a caneta voa. 

      Comigo é diferente. Sou original, mas nunca tenho um tema que valha a pena. E nunca encontro a tal palavra perfeita. Neste momento, enquanto escrevo o texto, estou a pensar qual é que será.

      Não faço ideia! Parei de escrever, para pensar, para voltar a lê-lo, mas não encontro. E fico frustrada com isso. Mas pensando melhor, talvez seja esse o segredo para os textos ficarem perfeitos. É não encontrar a tal palavra.

      Os textos continuam belos continuam belos e com o toque pessoal de cada autor porque a palavra perfeita nunca foi encontrada. 

      Agora já não a procuro. Deixo-a estar quieta, porque se ela for encontrada, os textos perdem o sentido.

*Dedico este texto à minha professora de português. Ainda não consegui aceitar que ela partiu para sempre deste mundo. Graças a ela, que me encorajou a participar e a escrever, fiquei em segundo lugar a nível nacional. Foi a partir deste texto que comecei a acreditar mesmo que tinha algum talento, apesar de já me terem dito que escrevia bem. Espero que descanse em paz, esteja onde estiver.*

✝ R.I.P ✝

Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Querido blogue,

Estou a chorar. Estou triste. Infelizmente não é pelos motivos habituais, como uma zanga com uma amiga ou com alguém que gozou comigo. É por uma coisa terrivelmente pior. A minha professora de português... faleceu.

Eu estava muito descansada a arrumar a confusão do meu quarto, feliz da vida porque o dia de hoje estava a ser o máximo.
Logo pela manhã fiquei toda contente, visto que tive furo de português e o teste de TIC correu-me lindamente. A minha mãe chamou por mim e eu fui ter com ela. Ela estava com lágrimas nos olhos, apesar de não me ter apercebido disso e o meu pai com uma cara triste.
Durante as primeiras palavras que ele proferiu, eu julgava que ele ia explicar-me o motivo da falta da professora, antes de avançar para a palavra mais dura: faleceu. Quando ouvi aquilo fiquei sem reação, a tentar encaixar todas as peças do puzzle. Quando isso aconteceu (e não demorou mais de 10 segundos) eu comecei a chorar.

Pelos vistos, logo nesta madrugada ela foi internada por causa de uma pneumonia. «Mas as pneumonias não se tratam?» foi o que eu pensei e perguntei. Se calhar ela tinha algo mais que a fez piorar e que a levou daqui. Deste mundo injusto. Fui para o meu quarto e deitei-me. Instantaneamente, milhares de perguntas me ocorreram, perguntas como «Quem será que a vai substituir?» ou «Como é que se lida com isto?», mas a que mais me incomodou foi: «O que vai ser do marido e dos filhos dela?»

O filho mais velho ainda não chegou aos 10 anos e a mais nova deve ter talvez cinco, não sei a idade deles, mas vou supor que é esta. Como é que duas crianças lidam com a morte da mãe, se nem sabem o que é morte? Neste momento, estou a relembrar-me das aulas de português, mas não estou a pensar em gramática. Estou a pensar na cara da professora, na forma como ela pensava, como ela ralhava, como ela explicava, como ela lia, como ela fazia tudo. Estou a lembrar-me de uma das primeiras aulas de português do 8º ano enquanto leio o post que escrevi em setembro de 2014 sobre essa mesma aula (aqui).

Mas o que me faz sentir pior é o facto de que eu queria surpreender a professora porque eu jurei a mim mesma que iria levantar as minhas notas a português. Não me quero ficar pelos 70%, queria voltar aos 90% que tinha recebido no ano anterior. Ela nunca mais poderá voltar a escrever "Satisfaz Muito Bem". Também foi graças à professora que eu fiquei em segundo lugar num concurso de escrita a nível nacional. Ela já me tinha perguntado se eu queria participar, mas eu disse que não sabia. Devia ter dito sim...

Uma coisa eu sei que nunca vou esquecer: o conselho que me deu quando precisava de ajuda. Eu estava farta daquela escola e queria muito mudar. A professora disse que neste mundo que ela agora abandonou existem e vão sempre existir pessoas más. Não devemos deixar-nos abater por causa delas e sobretudo que não devemos fugir dos problemas. 
 
Um facto estranho sobre a morte é que eu não consigo aceitar. Sei lá, é como se, apesar de saber que a professora morreu, eu sinto que na segunda-feira vou ter aula com ela, que vamos corrigir o trabalho de casa e vamos continuar a ler textos e a resolver questionários, como fazemos todas as aulas. E isso deixa-me confusa. Sinto-me mal por saber que ainda esta manhã estava feliz por a professora ter faltado. Vou passar o resto do dia a afogar-me nos dois últimos episódios que faltam para eu acabar de ver a primeira temporada de PLL.

A minha mãe e o meu pai dizem que a vida continua. Sim continua, e vou ter de arranjar uma maneira de seguir em frente. Resta saber qual e como.

Emma